"Diga-lhes qual é a verdade."
(Behind the music - Cher Lloyd)
Meu
pai sempre dizia que a gente não deveria guardar coisas ruins pra gente, que
temos que desabafar com alguém. Eu sempre dei razão a ele. Mas nunca me abrira
pra ninguém, nem mesmo para ele, que sempre vivia ocupado demais para conversar
e eu nunca confiei em ninguém a ponto de relatar meus segredos. A única vez que
eu pensara que tinha alguém de confiança, esse alguém me traiu logo depois.
Agora
estou aqui prestes falar coisas que nunca falei pra ninguém a Justin. Não que
eu confiasse nele por completo.
Você:
Meu pai deve ter te dito que minha mãe morreu quando eu era muito nova, não? –
ele baixou os olhos e fez que sim com a cabeça. – Eu me adaptei bem com isso
durante minha infância, mas quando entrei na adolescência as coisas ficaram
mais complicadas. As pessoas eram más comigo e até hoje eu não entendo o porque.
Meu pai vivia ausente e minha mãe estava morta e a única coisa que eu tinha era
uma governanta que estava sempre ocupada demais para me ouvir. Foi nessa época
que minha primeira cicatriz foi feita. –apontei a cicatriz que havia um pouco
acima do pulso.
Justin:
Você se cortou? –ele parecia confuso.
Você:
Sim. –falei naturalmente e continuei. – Me arrependi e prometi que não faria
mais isso. Quando eu fiz 15 anos não fiz festas como todo mundo, pois que não tinha
nenhum amigo. Nesse período eu conheci minha “melhor amiga” – fiz as aspas com
os dedos. – Algum tempo depois conheci Lucas. Nós namoramos um bom tempo até
que ele começou a me pedir pra fazer algumas coisas que eu me recusava. – a noite
que passei com Justin passou rapidamente pela minha mente e eu sacudi a cabeça
pra desaparecerem as imagens. – Até que a gente teve uma briga feia por causa
disso. Ficamos uma semana sem nos falarmos e quando eu fui procura-lo que o
peguei com a minha “melhor amiga”. Eu os xinguei até a ultima geração deles e
bati nos dois – Justin deu um leve sorriso. – Em resposta ela me falou algumas
coisas que resultaram na minha segunda cicatriz e uma ida ao hospital. – Parei por
um momento me lembrando da cena.
Justin:
O que ela te disse?
Você:
Ela falou que as pessoas só se aproximavam de mim por interesse, que ninguém me
amava, nem mesmo meu pai.
Justin:
E porque ela disse isso? E você acreditou?
Você:
Ela sabia o que acontecia dentro da minha casa. Ela sabia o quanto meu pai era
ausente. Sabia que ele não tinha isso na minha formatura do fundamental e
também sabia que não iria aparecer na formatura do ensino médio. Sim eu
acreditei e hoje me arrependo muito disso. –suspirei. – Essas são as histórias
das cicatrizes. –sorri.
Justin:
Você ainda faz isso? – ele falou sério.
Você:
Oh, não. Me arrependo do que eu fiz, mas não tenho vergonha. As cicatrizes me
lembram que eu tenho que pensar duas vezes antes de confiar em alguém.
Justin:
E você confia em mim?
Você:
Um pouco, talvez mais do que devesse.
Ele
segura minha mão e se aproxima até encostar sua testa na minha.
Justin:
Não devia. –ele sussurra.
Ele
pressionou os lábios dele contra o meu, iniciando um beijo lento. Alguém do
lado de fora o chamou . Ele se afastou mais não soltou minha mão.
Justin:
O que foi? –ele gritou.
xx:
Ligaram e estão precisando de você.
Justin:
Eu tenho que ir. –ele olhou pra mim.
Balancei
a cabeça, não conseguir esconder minha chateação. Ele me deu um selinho
demorado e saiu.
O
resto do dia foi entediante. Eu não tinha muita coisa pra fazer, a não ser treinar
minha mira, que já estava muito boa por sinal, e ser ignorada o dia inteiro por
Chaz.
Você:
Chaz me desculpa, por favor. –repeti pela septuagésima vez. Ele me ignorou mais
uma vez.
Me
joguei no sofá e conforme a tarde foi passando minha ansiedade para que Justin
chegasse só aumentava. O que está acontecendo comigo?
Antes
que eu pudesse responder Chaz se sentou ao meu lado.
Chaz:
Eu entendo.
Sorri.
Você:
Você está aceitando meu pedido de desculpas?
Chaz:
Na verdade você não tem o porquê de se desculpar.
Me
joguei em cima dele o esmagando. Ele deu um riso abafado e me jogou
delicadamente pro lado.
Chaz:
Por favor, preciso respirar.
Você:
Eu sinto muito por ela, Chaz.
Chaz:
Tudo bem.
A
noite se aproximou e Chaz e eu estávamos atirados, literalmente, na sala.
Quando a campainha tocou. Corri para atender a porta ignorando qualquer tipo de
perigo que poderia ser. Era uma mulher.
Você:
Olá.
xx:
Não sabia que já tinha vadia a essa hora aqui. – Como é?
Ela
me empurrou e entrou.
Chaz:
Emily?! O que você esta fazendo aqui?
Oi ô/ Cumpri o que prometi u-u kk Espero que tenham gostado e que estejam bastantes curiosos jsaidjisaj obrigada por lerem *-* xx

PERFEITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
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