terça-feira, 21 de agosto de 2012

As Long As You Love Me - Capítulo 3 - Preciso de você.

"Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros." - M. Taniguchi


Eu fiquei tonta ao me lembrar do que aquela mulher tinha me falado. Quem era ela? Como ela sabia dessas coisas? Eram inúmeras perguntas. Me lembrei do livro que ela tinha me dado e do que ela tinha me falado. Me levantei e cambaleei, tentei ao maximo não fazer com que as pessoas ao redor percebessem alguma coisa, fui até ao quarto onde estava instalada o mais rápido que pude. Peguei o livro dentro da minha bolsa. Examinei-o, mas só parecia um livro comum, comecei a folha-lo quando alguém bateu na porta. Achei melhor ver o que queriam.
Chaz: Tudo bem?
Você: Sim!
Chaz: Você saiu de lá... Pensei que estava passando mal...
 Você: Oh, não, eu só estou... Com sono... É... Eu vou dormi. Boa noite.
Chaz: Boa noite.
Voltei a procurar alguma coisa que me desse alguma resposta, mas acabei pegando no sono.
Acordei com minha cabeça latejando e batidas fortes na porta.
Justin: LEVANTE. PRECISO DE VOCÊ HOJE!
Levantei e coloquei uma roupa não muito “pesada”, dentro de casa não era frio. Fiz minha higiene e fui até a sala. Estavam sentados no sofá Justin, Chaz e mais uns quatro caras, dos quais eu não conhecia.  
Chaz me acompanhou até a cozinha e ficou lá comigo enquanto eu tomava o café da manhã.
Chaz: Acho melhor colocar um casaco. Lá fora tá frio.
Eu voltei até o quarto, vesti o casaco e voltei à cozinha onde Chaz ainda estava.
Você: O que Justin quer comigo?
Justin: Hoje você vai aprender a se defender! –eu não sei da onde ele saiu.
Você: Me defender...?
Justin: Sim, você vai aprender a atirar, caso eu não esteja por perto e você precise se defender.
Você: Atirar? Não. Eu não mato, eu não machuco!
Justin: Vamos de uma fez! E tire esse casaco, vai te atrapalhar.
Fiz o que ele disse e fui até o pátio da mansão, onde parecia que era um campo de treinamento. Ele pegou uma arma e “colou” o corpo dele, por trás, no meu.
Justin: Mãos firmes, - ele falou perto do meu ouvido. - levanta a cabeça, mire e atire.
Ele se afastou e ficou esperando que eu atirasse. Estava frio e eu tremia dos pés a cabeça, com aquela arma na mão vinha milhões de imagens minhas matando pessoas, eu tinha medo do que eu poderia me tornar “morando” ali. Eu atirei, a bala não passou nem perto do boneco que devia estar a uns 50 metros de mim. O impacto do tiro me jogou pra trás me fazendo cair no chão.
Justin e os outros caras que estavam com ele começaram a rir. Aquilo me deu muita raiva. Eu levantei num impulso e atirei no boneco acertando o meio da testa dele. Joguei a arma do chão e estava voltando pra dentro da casa.
Justin: Eu não te dispensei!
Você: EU me dispensei!

P.O.V Justin

Essa garota acha que é quem pra sair assim desse jeito? Pensei em ir atrás dela e abrigar a ficar, mas não fiz isso. Eu gosto da personalidade dela, de me desafiar.
Depois que ela entrou eu fui atrás dela, ela estava no quarto dela.
Justin: Você atirou muito bem. –vi um livro na cabeceira da cama dela. – Que livro é esse?
Você: É... Um presente.
Justin: Não me lembro de te ver pegar ele quando você foi até a sua casa.
Você: Já estava... Dentro da minha bolsa.
Eu não sei por que, mas não estava acreditando nisso.
Justin: Eu preciso que você me ajude. –me sentei na cama ao lado dela. – Antes, do seu pai morrer, ele deixou alguma coisa com você, da qual ele mandou você cuidar?
Você: Não... Porque?
Justin: A pessoa que matou ele quer essa “coisa”. Essa “coisa” contem senhas e segredos de cofres. A pessoa que mandou matar seu pai quer tudo o que é dele, a empresa, o dinheiro, você... Você não tem ideia do que possa ser essa “coisa” ou alguém que talvez saiba?
Você: Não... Perae, talvez, eu saiba de alguém...

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